
A mais recente pesquisa de intenção de voto para o governo da Bahia em 2026 revelou um cenário ainda indefinido e repleto de desafios para os principais candidatos. ACM Neto (União Brasil) lidera com 17 pontos percentuais, seguido pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) com 9 pontos. João Roma (PL) aparece logo atrás, com 8 pontos, enquanto Cléber Rosa (PSOL) registra 1,5%.

O levantamento aponta uma grande desaprovação do governo Jerônimo, reflexo direto da crise na segurança pública e da insatisfação da população com os serviços oferecidos pelo Estado. A Bahia enfrenta altos índices de violência e problemas estruturais, além de uma crescente dívida pública devido a sucessivos empréstimos contraídos pelo governo petista. A gestão enfrenta dificuldades para equilibrar as contas e melhorar a qualidade dos serviços sem comprometer ainda mais as finanças estaduais.
O desgaste de ACM Neto e a reorganização de João Roma
Apesar de liderar a pesquisa, ACM Neto não tem um caminho tranquilo até o Palácio de Ondina. O ex-prefeito de Salvador enfrenta dificuldades dentro de sua própria base política. Prefeitos que antes estavam ao seu lado começam a demonstrar insatisfação com a falta de contato e apoio do líder do União Brasil, o que tem provocado fissuras importantes na sua estrutura de alianças.

Por outro lado, João Roma, candidato do PL e ex-ministro do governo Bolsonaro, demonstra um crescimento inédito nas pesquisas, ficando próximo do atual governador Jerônimo Rodrigues. Ainda que sua candidatura não conte com o respaldo de grandes aliados no momento, Roma tem conseguido organizar melhor o seu partido no estado e pode surpreender na reta final.
A força da máquina petista e o fator Cléber Rosa
Se por um lado Jerônimo enfrenta uma rejeição significativa, por outro o PT continua apostando em sua tradicional máquina de campanha e no forte esquema assistencialista para reverter o cenário. A última eleição mostrou que, apesar das pesquisas indicarem um favoritismo de ACM Neto, a estratégia petista foi eficaz para virar o jogo e garantir a vitória de Jerônimo em 2022.

Outro nome que começa a se consolidar, ainda que timidamente, é o de Cléber Rosa, do PSOL. Com 1,5% na pesquisa, sua presença já reflete um reconhecimento por parte do eleitorado, consolidando sua posição como uma figura emergente na política baiana. Mesmo sem grandes chances de vitória em 2026, seu nome já aparece de forma espontânea, o que pode indicar um potencial crescimento em eleições futuras.
O jogo segue indefinido
Com um cenário ainda aberto, a disputa pelo governo da Bahia segue sem um favorito claro. Jerônimo Rodrigues precisa reverter sua rejeição e enfrentar as dificuldades impostas por uma Bahia endividada e assolada pela crise na segurança. ACM Neto, apesar de liderar, vê sua base política se fragmentar. João Roma cresce, mas ainda precisa consolidar alianças. E Cléber Rosa, mesmo com um percentual pequeno, já marca presença no debate eleitoral.

As próximas movimentações políticas, alianças e estratégias de campanha serão fundamentais para definir os rumos da eleição. E, como já se viu em 2022, as pesquisas iniciais podem não refletir o resultado final das urnas.