A seleção não levou, mas ACM NETO está com a mão na taça.

A eleição para o Governo da Bahia em 2026 caminha para ser uma das mais disputadas dos últimos anos. Na avaliação de analistas políticos, o cenário eleitoral será fortemente influenciado pelo desempenho das administrações estadual e federal, além da capacidade de cada grupo em construir alianças competitivas.

Entre os fatores apontados como favoráveis à oposição estão o desgaste enfrentado pelo governo federal em diferentes frentes e as dificuldades políticas vividas pelo grupo governista na Bahia. Também pesam no debate público as controvérsias envolvendo o senador Jacques Wagner e os desafios do governador Jerônimo Rodrigues para consolidar sua liderança e defender sua gestão perante o eleitorado. Esses elementos fazem parte do discurso da oposição, enquanto governistas contestam essa leitura e destacam ações e investimentos da administração estadual.

Outro movimento considerado relevante foi a montagem da chapa de ACM Neto. A escolha de Zé Cocá para a vice-governadoria e a composição com João Roma (PL) para o Senado ampliaram a base de apoio da oposição e fortaleceram a presença do grupo no interior do estado, após meses de articulações políticas.  

Nos bastidores, a avaliação é de que a estratégia buscou reunir lideranças com influência regional e evitar a fragmentação do eleitorado oposicionista. A definição antecipada da chapa também permitiu ao grupo iniciar a pré-campanha com menos disputas internas e maior foco na construção de um projeto estadual.  

Ainda assim, o resultado da eleição dependerá de diversos fatores, como o desempenho das campanhas, o cenário econômico, a avaliação das gestões e a evolução das pesquisas de intenção de voto ao longo da disputa. Embora a oposição considere que chega mais fortalecida do que em 2022, a definição sobre quem governará a Bahia continuará nas mãos do eleitorado.

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